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sexta-feira, 11 de abril de 2008

Poema Inacabado


Muito cedo,

Amoreira recebe

seus convidados matinais.

Não era para o lanche,

porque era passada

a época de seus frutos.

Aconchegaram-se sob as folhas,

variadas espécies de pássaros

colorindo seus galhos.

Começou a sinfonia

desarticulada que parecia

afinação de orquestra.

Aos poucos foram silenciando!

Cada um tomou seu posto

e disparou seu canto.

Um de cada vez,

até que o sol esquentasse o dia.

Cantaram naquela manhã, inúmeras sinfonias!

Sem convites para o concerto,

Sem convidados no chão,

O espetáculo durou pouco

Como chuva de verão.

Sanhaço,andorinha, bem-te-ví e sabiá...Apresentaram-se no lugar!

Amoreira sem seus frutos, agradecida se curvou,

ao vento bem matreiro que os seus galhos soprou.

Desejava também ele, que a brisa refrescasse

os galhos da amoreira, para que a sinfonia nunca acabasse.