
"Fecha-se em quatro paredes, enquadra-se em cláusulas, enjaula-se em pensamentos, entala-se em janelas,enterra-se em caixas, encaixa-se na ostra e é Otário no ócio.
Ostenta a forma da marca imperial dentro da favela alegre, porém caída!Sai depois de sorrido e chega na besta foguete, ouriça o vento quente,calorento na metafísica estranha à violência caótica do Universo.Cosmopolita na rede de esgoto sujo e sangra no asfalto escuro,o pedante e vomitado,é excremento da unificação de corpos.
Orgasmo dos inconseqüentes! Janta à meia noite sinistra. O Cabeça-de-bagre, boca-de-piranha, chifre-de-boi fazo cãozinho latir!Amedronta o menino novo de cabelos brancos.Ora, deixe que o próprio deixe de ser eu mesmo!Seu fedorento nariz- de -chinfrim!Bate a bola colorida e jogue o arco-íris no lençol!Brigue com a fome e veja, o espectro andante que nós vemosTranque o coração na labuta e
Corte a cana-de-açúcar verde!Não morra de inveja do alheio e não viva os sonhos da bruxa malvada.
Malvada é a garoa, que não pára de cair..."
))§((Olívia Paz
